Lepidópteros nocivos


 Mariposa oriental ou grafolita 
 Lagarta enroladeira

 Lagarta das folhas

 Traça-dos-cachos e traças dos frutos

 Mandarová da uva
 Outras lagartas
        Taturana hemorrágica

        Traça-da-maçã ou cídia
Traça-da-maçã - Cydia pomonella

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Outras lagartas
  
 

Taturana hemorrágica

         As taturanas hemorrágicas passaram a ocorrer nos pomares no início dos anos 90 e embora não representem ameaça do ponto de vista econômico, são extremamente perigosas à saúde do homem. O veneno das lagartas, quando em contato com a pele humana, causa um quadro de hemorragias que pode levar o indivíduo a óbito.
         As lagartas podem ser das espécies Lonomia obliqua Walker ou Lonomia cynira (Cramer), ambas pertencentes à família Saturniidae. Porém, a separação das lagartas é difícil, pois há muita semelhança entre as espécies de Lonomia. Inclusive outras espécies podem estar ocorrendo simultaneamente.

         As mariposas são grandes e apresentam dimorfismo sexual (figuras abaixo). Os machos tem cerca de 6cm de envergadura e coloração amarelo-alaranjada, com riscas pretas transversais nas asas anteriores e posteriores. As fêmeas tendem a ser maiores (8cm de envergadura ou mais) e coloração pardo-violácea. Quando em repouso, as fêmeas mimetizam folhas secas com muita perfeição.


Mariposa macho da taturana hemorrágica
(foto de J.M. Milanes)

Mariposa fêmea da taturana hemorrágica
(foto de J.M. Milanes)

         Os ovos tem coloração verde, são levemente ovalados e são depositados em grupo nas folhas ou ramos. As lagartas no último estágio de desenvolvimento são grandes (6 a 7cm de comprimento) e apresentam o corpo recoberto por cerdas duras e ramificadas de coloração esverdeada (figura ao lado). A pupa é marrom escura e ocorre entre folhas secas ou no solo.
         As lagartas são gregárias durante o dia, ocorrendo lado a lado umas das outras no tronco e ramos grossos das plantas. Durante a noite se espalham pela planta para se alimentar das folhas. Dado a esta característica, os acidentes com a taturana hemorrágica são sempre graves, pois a queimadura resulta do contato com muitas lagartas.

Lagarta da taturana hemorrágica
(foto de autor desconhecido)
          Afora os hospedeiros na mata nativa, as taturanas já foram verificadas em plantas de macieira, pereira, caquizeiro, ameixeira e principalmente pessegueiro. Também podem surgir em plantas de plátano, árvore esta muito utilizada como quebra-vento nos pomares.

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Mariposa cídia

         Recentemente, com auxílio de armadilhas de feromônio, a traça-da-maçã ou mariposa cídia, Cydia pomonella (Linné 1758) (figura ao lado), foi verificada em pomares domésticos, em áreas urbanas de algumas cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Desde então o inseto passou a ser considerado uma séria ameaça aos plantios nacionais de macieira, pois é a pior praga da maçã nos países produtores desta fruta.
           A praga ataca sobremaneira frutos de pomáceas, podendo subsistir em frutas de caroço (pêssego e afins) e em alguns outros hospedeiros. Os danos são muito semelhantes àqueles provocados por grafolita em frutos de pêssego e ameixa.

Traça-da-maçã (foto de R. Coutin)

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Leitura recomendada

Gonzales, R.H. Uso de feromona sexual para la deteccion y control de la polilla de la manzana (Lepidoptera, Tortricidae). Revista Fruticola, v.14, n.1, p.5-13, 1993.
Lorini, I. Aspectos biológicos e habitat de Lonomia obliqua Walker (Lep., Saturniidae): a taturana hemorrágica. In: Congresso Brasileiro de Entomologia, 14., Piracicaba, 1993. Resumos. Piracicaba:SEB/ESALQ, 1993. p.740.
Milanez, J.M. Lagartas venenosas. Agropecuária Catarinense, v.4, n.4, p.6-7, 1991.


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