| Lagarta das folhas | |
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Hypocala andremona |
| (Cramer 1782) |
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Lepidoptera:Noctuidae |
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A
forma adulta da praga é uma mariposa de 45mm de envergadura, cuja característica
notável é apresentar as asas posteriores pretas com faixas amarelas formando
desenhos irregulares (figura abaixo). Quando em repouso esta característica
não aparece, apresentando a mariposa cor cinza escuro, que lhe confere a
camuflagem. As mariposas são ativas durante a noite, não sendo facilmente
percebidas nos pomares durante o dia. Os ovos são postos isoladamente nas folhas novas ou sob o cálice. Nos primeiros estágios de desenvolvimento as lagartas apresentam o corpo listrado de faixas transversais escuras e amareladas. As lagartas completamente desenvolvidas atingem 35mm de comprimento e apresentam coloração cinza escuro com estrias amarelas (figura abaixo). Eventualmente algumas lagartas podem apresentar coloração verde claro uniforme, talvez caracterizando algum tipo de albinismo ou outro fenômeno biológico. As crisálidas formam-se no solo, junto a capins ou outros detritos. |
![]() Mariposa da lagarta das folhas. |
![]() Lagarta das folhas. |
Aspecto do ataque da lagarta das folhas em brotações do caquizeiro. |
As lagartas incidem nas folhas e brotações novas causando perfurações
e desfolhamento. Quando recém-emergidas, as lagartinhas têm hábito de
broquear nervuras ou mesmo ponteiros novos causando o secamento destes
últimos. A medida que se desenvolvem migram para folhas novas, unindo-as
com vasta teia e depredando todo o limbo foliar (figura ao lado). Somente
a parte mais rígida da nervura principal não é ingerida. Raramente se
observa mais de uma lagarta por ramo ou brotação e, em laboratório, é
comum ocorrer canibalismo quando se aprisionam lagartas de diferentes
estágios. As mais desenvolvidas invariavelmente predam as menores.
O dano em folhas eventualmente pode ser confundido com ataque de formigas cortadeiras, porém pode ser distinguido pelos resíduos de teia que ficam junto às nervuras. |
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Lagartas em estágios iniciais de desenvolvimento também atacam os frutos em formação, causando uma raspadura anelar na casca que acompanha a junção do fruto com o cálice. Normalmente este ataque ocorre a partir da queda de pétalas até frutos com cerca de 1,5cm de diâmetro. Inicialmente o dano não é muito perceptível, porém com o desenvolvimento do fruto forma-se uma cicatriz anelar na casca, freqüentemente ultrapassando mais da metade do perímetro do fruto (figura ao lado), que o torna imprestável para a comercialização. |
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Hallman, G.J.; Knight, R.J.Jr. Hypocala
andremona (Lepidoptera: Noctuidae) development on eight species of
Diospyros (Ebenaceae). Florida Entomologist, v.76, n.3,
p.461-465, 1993. |