Vespas e abelhas
 
Hymenoptera:Vespidae
Hymenoptera:Apidae

Descrição
Reconhecimento dos danos

Descrição

         Tanto vespas como abelhas são insetos extremamente benéficos ao homem, porém devido à escassez de alimento durante o verão, acabam indo buscá-lo nos cachos de uva em maturação. Frutas de caroço como o pêssego e nectarina assim como o caqui, também podem ser atacadas.
         Diversas espécies de vespas e abelhas podem incidir nos cachos de uva, estando as mais freqüentes listadas na tabela abaixo.
Relação das principais espécies de vespas e abelhas encontradas em cachos de uva. Videira, SC
Nome comum
Nome científico
Descrição
Compri-
mento
Enver-
gadura
Observações
Vespa azul Synoeca cyanea
(F. 1775)
Vespa azul marinho uni-
forme com reflexos metáli-
cos e asas pretas hialinas.
20 mm
40 mm
Rompe a casca, verifica-
da em alta freqüência.
Vespa amarela ou
do beiral
Polistes sp. Vespa marrom escuro com
duas manchas amarelas
circulares no abdome e
asas marrom hialinas.
16 mm
33 mm
Comum nos beirais de
casas. Rompe a casca,
verificada em alta fre-
qüência.
Vespa marrom Polistes sp. Vespa marrom escura uni-
forme, cabeça castanho-
claro e asas marrom hia-
linas.
21 mm
40 mm
Rompe a casca, verifica-
da em baixa freqüênica.
Marimbondo
comum
Polybia ignobilis
(Hal. 1836)
Vespa marrom escuro uni-
forme, pernas castanho e
asas hialinas.
13 mm
25 mm
Rompe a casca, verifica-
da em alta freqüência.
Marimbondo
cuíca
Polybia sp. Pequena vespa preta com
linhas amarelas e asas
hialinas.
8 mm
15 mm
Provavelmente rompe a
casca, verificada em mé-
dia freqüência.
Marimbondo
camoatim
Polybia scutellaris
(Whit. 1841)
Vespa preta uniforme com
asas cinza hialinas.
13 mm
25 mm
Provavelmente rompe a
casca, verificada em bai-
xa freqüência.
Abelha comum Apis mellifera
(L. 1758)
Abelha comum, preta com
litras amarelas no abdome.
11 mm
20 mm
Não rompe a casca,
verifica da em alta fre-
qüência.
Irapuá Trigona spinipes
(F. 1793)
pequena abelha preta uni-
forme, com asas pretas
hialinas.
6 mm
10 mm
Rompe a casca, verifica-
da em alta freqüência.
Jataí ou
alemãzinha
Tetragonisca
angustula fiebrigi
(Schw. 1938)
Abelha diminuta com tó-
rax preto, abdome amarelo
e asas hialinas.
4 mm
7 mm
Não rompe a casca,
verificada em média
freqüência.
Mamangava Bombus atratus
Fran. 1913
Abelha robusta de corpo
preto com três faixas ama-
relas e asas pretas hialinas.
15 mm
31 mm
Não rompe a casca (?),
verifica da em média
freqüência.
         Além destas, há registros da ocorrência de outras vespas e marimbondos atacando cachos de uva, como Gymnopolybia meridionalis Ihering, Polistes canadensis (L.), Polistes versicolor (Oliv.) e Polybia socialis (Sauss.).

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Reconhecimento dos danos

         As vespas ou marimbondos e algumas abelhas sem ferrão, que são munidas de poderosas mandíbulas, rompem a película das bagas de uva para sugar o suco que extravasa (figura abaixo). Este por sua vez, acaba atraindo grande quantidade de abelhas que afugentam a vespa da baga rompida, levando esta a romper outra baga e assim por diante, até secar todo o cacho (figura abaixo).

Vespa azul rompendo bagas em cacho de uva.

Cacho de uva destruído por vespas e abelhas.

         Em frutas de caroço as vespas atacam a sutura (quando saliente) ou então a ponta dos frutos. Normalmente estes locais são mais tenros por amadurecerem antes do resto da fruta. Como não há grande extravasamento de líquido, a incidência de abelhas não ocorre, porém o fruto se perde por podridão.
         Em frutos de caqui onde ocorre infestação por mosca-das-frutas, pode haver incidência de vespas e abelhas a partir dos orifícios de saída das larvas da mosca. Estas porções do fruto atacado amadurecem e ficam tenras precocemente, permitindo assim o ataque de vespas e abelhas.

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Leitura recomendada

Brooks, H.L. Home and horticultural pests: bees and wasps. Manhattan: Kansas State University, 1992. 4p.
Crane, E. O livro do mel. São Paulo: Nobel, 1983. 226p.
Hamilton, G; Vasvary, L. Wasps and their control. New Brunswick: Rutgers/State University of New Jersey, s.d. 2p.
Hickel, E.R.; Schuck, E. Vespas e abelhas atacando a uva no Alto Vale do Rio do Peixe. Agropecuária Catarinense, v.8, n.1, p.38-40, 1995.
Wiese, H. (coord.). Nova apicultura. Porto Alegre: Livraria Agropecuária, 1982. 428p.


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