| Vaquinha | |
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Diabrotica speciosa |
| (Germar 1824) |
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Coleoptera:Chrysomelidae |
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Os
adultos são pequenos besouros com 5 a 6 mm de comprimento, de coloração
predominante verde, com seis manchas amarelas no dorso (três em cada élitro)
e cabeça avermelhada (figura abaixo). As posturas são feitas no solo, normalmente em fendas de dessecamento ou junto às raízes das plantas. Os ovos são branco-translúcidos e incubam por cerca de 13 dias. As larvas são de hábito subterrâneo e se alimentam de raízes ou tubérculos. Possuem corpo vermiforme branco-amarelado, com cabeça e escudo anal marrom escuros. No seu completo desenvolvimento atingem até 12 mm de comprimento (figura abaixo). |
![]() Adulto da vaquinha e danos em muda de ameixeira. |
![]() Larva da vaquinha (foto de M.E. Rice). |
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As
vaquinhas incidem nas folhas, flores e frutos, onde se alimentam, deixando
perfurações irregulares (figura acima). O dano de folhas em pomares em
produção tem pouco significado econômico. Já o dano em flores e frutos
pode ser expressivo, principalmente para nectarina.
Apesar de atacarem as flores (figura ao lado), os danos geralmente não afetam o ovário e com isso a flor não cai. Nos frutinhos recém-formados de necatarina é que o estrago pode ser maior (figura abaixo). Neste caso as vaquinhas se alimentam da casca dos frutinhos, cujas escoriações posteriormente se transformam em graves cicatrizes, tirando todo o valor comercial destes frutos (figura abaixo). O ataque aos frutinhos pode ocorrer a partir do estágio I (separação do cálice) até próximo ao raleio. |
![]() Vaquinhas sobre flores de nectarina. |
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Frutinhos
de pêssego ou ameixa raramente são atacados pela vaquinha. |
![]() Cicatrizes em frutos de nectarina resultantes do ataque de vaquinhas no frutinho recém formado. |
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Milanez, J.M. Ciclo biológico da vaquinha,
praga do milho na região Sul do país. Agropecuária Catarinense,
v.10, n.1, p.9-11, 1997. |