Pulgão lanígero
  
Eriosoma lanigerum
(Hausmann 1802)
Homoptera:Pemphigididae

Descrição
Reconhecimento dos danos

Descrição

         O pulgão lanígero muito se assemelha a um pulgão comum, quando desprovido do revestimento lanoso. É um inseto diminuto, piriforme, medindo cerca de 2 mm de comprimento. As formas ápteras são de coloração rosada (clara ou escura), porém os apêndices abdominais (sifúnculos e codícula) são muito pequenos e quase imperceptíveis a olho nu (figura abaixo). As formas aladas tem corpo preto, contudo, como ocorre com os ápteros, o corpo é revestido por uma cobertura lanosa (figura abaixo).
         As formas hibernantes são as ninfas, principalmente aquelas de primeiro instar, que sobrevivem ao inverno abrigando-se em fendas da casca das árvores. Também podem hibernar no solo, junto às raízes, nos porta-enxertos suscetíveis. Com o calor primaveril as ninfas retomam o desenvolvimento e após quatro mudas atingem o estágio de fêmeas ápteras adultas.

Formas ápteras do pulgão lanígero sob a cobertura
lanosa parcialmente removida (foto de C. Bénassy).

Indivíduo alado do pulgão lanígero
(foto de J.K. Clark).

          A partir de fevereiro, pode ocorrer nas colônias de pulgão lanígero o desenvolvimento de fêmeas aladas. Estas fêmeas, na região de origem da praga, migrariam para as plantas de olmo e gerariam as formas sexuadas do pulgão lanígero. Contudo, na falta do olmo, estas fêmeas geram algumas poucas ninfas na macieira, que se desenvolvem em machos e fêmeas ápteras. Estes indivíduos se acasalam, porém são aparentemente estéreis pois os ovos gerados não eclodem. São estes ovos que entrariam em diapausa durante o inverno nas regiões de origem da praga.

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Reconhecimento dos danos

          O pulgão lanígero vive agrupado em densas colônias nos brotos novos, ramos, tronco (colo da planta), raízes e principalmente nos rebentos de porta-enxertos suscetíveis. A intensa produção de filamentos de cera pelos indivíduos, deixa os ramos como que cobertos por flocos de algodão (figura abaixo). A ação de sucção de seiva e injeção de toxinas geram intumescências nos ramos, prejudicando o crescimento e frutificação. Também pode haver o desenvolvimento de fumagina, particularmente prejudicial quando escurece os frutos. É muito comum a formação de colônias nas cicatrizes de ramos podados.
          Nas raízes os indivíduos geralmente não produzem cera, porém provocam o dano mais prejudicial (figura abaixo). As galhas formadas impedem o crescimento das radicelas e o sistema radicular fica limitado e superficial. Também fica mais suscetível ao ataque de fungos de solo, que acarretam a podridão das raízes.

Colônias de pulgão lanígero em ramo
de macieira (foto de J.K. Clark)
.

Galhas em raízes de macieira ocasionadas
pelo pulgão lanígero (foto de J.K. Clark).

          O pulgão lanígero é de ocorrência freqüente quando a macieira é cultivada sobre porta-enxerto suscetível (materiais da série EM). Nesta situação, as colônias nas raízes geram constantemente, indivíduos que infestam as partes aéreas. Quando o cultivo é sobre porta-enxerto resistente (aqueles da série MM e Marubakaibo), não há este afluxo de indivíduos provenientes das raízes e as infestações na parte aérea ficam limitadas.

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Leitura recomendada

Legrant, P. (coord.). Woolly apple aphid Eriosoma lanigerum (Hausman). Paris:INRA, 18/02/ 2000. http://www.inra.fr./Internet/Produits/HYPPZ/RAVAGEUR/6erilan.htm.
Wearing, H. (ed.). Woolly apple aphid. Palmerston North:The Horticultural and Food Research Intitute of New Zealand, 21/02/2000. http://www.hortnet.co.nz/key/info/waa-info.htm.
Welty, C.; Murphy, J. Woolly apple aphid. Columbus: Ohio State University, 22/02/2000. http://ohioline.ag.ohio-stateedu/hyg-fact/2000/2208.html.


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