Mosca-branca
Bemisia argentifollii Bell. et Per. 1994
Homoptera:Aleyrodidae

Descrição
Reconhecimento dos danos

Descrição

         Os adultos medem cerca de 1mm de comprimento e 2 a 3mm de envergadura, sendo as fêmeas um pouco maiores que os machos. Assemelham-se a pequenas moscas de coloração branco-leitosa com um certo aspecto pulverulento (figura abaixo), porém distinguem-se das moscas verdadeiras por possuir quatro asas membranosas cobertas por partículas de cera branca. O abdome é deprimido e estreito na base e, nas fêmeas, termina num curto ovipositor.
         Os ovos são postos isoladamente na face inferior das folhas. As ninfas recém- eclodidas são móveis e se espalham pela planta em busca de um local adequado nas folhas para inserir os estiletes. Iniciado o processo de alimentação, as ninfas se fixam e assumem formato circular, muito semelhante ao das cochonilhas (figura abaixo). Quatro estágios ninfais decorrem em cerca de doze dias até os indivíduos emergirem alados.

Adultos da mosca-branca
(foto de Bayer).

Ninfas da mosca-branca
(Foto de J.K. Clark).

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Reconhecimento dos danos

          As moscas-brancas sugam as folhas causando o enfraquecimento das plantas, porém o dano maior advém da secreção açucarada eliminada pelas ninfas que propicia o desenvolvimento da fumagina (figura ao lado). Esta secreção atinge inclusive os cachos, onde a fumagina também se desenvolve, tornando as bagas escurecidas e reduzindo o valor comercial da produção.
          Altas infestações de mosca-branca em videira foram registradas na região do Submédio Vale do Rio São Francisco, no Nordeste, onde o clima quente e seco favorece o desenvolvimento do inseto. Nos parreirais cultivados nas regiões Sul e Sudeste não tem havido infestações severas de mosca-branca.

Folha de videira atacada por mosca-branca
(foto de A.L. Lourenção).

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Leitura recomendada

Santos, W.J. Algodão - manejo de pragas. Correio Agrícola, n.2, p.3-10, 1999.
Silveira, C.A.; Albert Jr., I.B. Uma nova espécie de mosca branca preocupa a agricultura brasileira. Correio Agrícola, n.1, p.10-13, 1997.
Yokoyama, M. Mosca branca no feijoeiro comum: aspectos biológicos e controle. Correio Agrícola, n.1, p.8-9, 1995.


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