| Filoxera | |
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Viteus vitifoliae |
| (Fitch 1856) |
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Homoptera:Phylloxeridae |
| A
filoxera é um inseto que passa por um ciclo de vida muito complexo, no qual
se desenvolvem diversas formas, bastante diferenciadas. Assim, têm-se formas
aladas e ápteras sendo estas últimas galícolas, radícolas e sexuadas. As formas aladas (figura ao lado) são de coloração amarelada com 1,5 mm de comprimento e asas grandes e hialinas, inseridas no tórax de cor escura. São fêmeas migrantes, responsáveis pela dispersão a grandes distâncias, que surgem próximo ao inverno em pequenos números. As formas ápteras galícolas e radícolas, apesar de algumas pequenas diferenças, apresentam-se como pequenos pulgões piriformes (0,5 a 1,0 mm) de coloração amarelo-esverdeada (figuras abaixo). Já as formas ápteras sexuadas são mais esguias, porém igualmente semelhantes a pulgões, e os machos são menores que as fêmeas. |
![]() Fêmea alada da filoxera (foto de autor desconhecido). |
![]() Formas galícolas e ovos da filoxera numa galha aberta em folha de videira (foto de J.K. Clark). |
![]() Formas radícolas e ovos da filoxera numa intumescência em raiz de videira (foto de J.K. Clark). |
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Nem todas as formas e/ou fases do ciclo de vida ocorrem em determinadas regiões, pois as etapas do ciclo estão muito associadas às condições de clima e de suscetibilidade dos hospedeiros. Nas videiras de origem européia geralmente não ocorrem as formas galícolas, e as formas radícolas conseguem passar o período do inverno nas nodosidades e tuberosidades produzidas. |
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Atualmente
os danos da filoxera se restringem a quadras matrizes de porta-enxertos
em viveiros de mudas ou porta-enxertos aguardando enxertia a campo. Nas
cultivares comerciais pouco ou nenhum dano ocorre, quer porque não se desenvolvem
as formas galícolas ou porque o porta-enxerto é tolerante ou mesmo resistente. Nas quadras matrizes e porta-enxertos a campo a filoxera pode atacar gavinhas, brotos novos e principalmente as folhas, produzindo galhas ou verrugas (figuras abaixo); que quando em grande número podem determinar o secamento da folha ou mesmo paralisar o desenvolvimento da planta. Muitas vezes os porta-enxertos atacados no campo não obtém porte suficiente para realização da enxertia de inverno na safra seguinte. |
![]() Vista superior de uma folha de videira repleta de galhas da filoxera (foto de G.J.M. Gallotti). |
![]() Vista inferior de uma folha de videira com galhas da filoxera. |
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As galhas medem cerca de 3 mm de profundidade e 4 mm de diâmetro e seu interior
é repleto de pelos rígidos voltados para a superfície foliar, onde a galha
se abre num orifício ciliado. Esta disposição de pelos impede a entrada
de qualquer ser na galha, porém permite a saída livre das formas jovens.
Em raízes de variedades de uva sensíveis à filoxera surgem inicialmente nodosidades, caracterizadas pelo intumescimento dos tecidos das radicelas. Estas nodosidades, com ação contínua de sucção do inseto e envelhecimento dos tecidos, evoluem para tuberosidades, onde os tecidos da raiz se convertem em uma massa seca e esponjosa antes de sobrevir a podridão das raízes e morte da palnta (figura ao lado). |
![]() Plantas mortas pelo atque da filoxera (foto de J.K. Clark). |
| A suscetibilidade das raízes não é igual em todas as videiras. É máxima nas cultivares de Vitis vinifera (européia), baixa em V. labrusca, muito baixa nas V. riparia, V. rupestris e V. berlandieri e praticamente nula em V. rotundifolia e alguns de seus híbridos. |
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Aliniazee, M.T. Insect pests of grapes
with particular reference to grape phylloxera. Annual Report of Oregon
Horticultural Society; Proceedings, v.66, p.91-93, 1975. |