| Escama vírgula da macieira | |
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Lepidosaphes ulmi |
| (Linné 1758) |
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Homoptera:Diaspididae |
| A
fêmea adulta desta cochonilha vive sob uma carapaça de forma oval alongada,
curvada como uma vírgula e bem aderida ao hospedeiro (figura abaixo). A
carapaça é marron-escura e mede aproximadamente 2,5 a 3,5 mm de comprimento
e 1,1 a 1,3 mm de largura. O corpo da fêmea é alargado, plano e de coloração
branca, exceto na região do pigídio que é amarelo pardo. A fêmea adulta
não tem pernas ou antenas e apenas o estilete bucal é que a mantém fixa
na planta (figura abaixo). A carapaça do macho é similar à da fêmea, porém menor e mais reta (figura abaixo). Em cada geração ocorre a emergência de machos alados, que procuram as fêmeas fixas nos ramos para o acasalamento. |
![]() Carapaças da escama vírgula aderidas ao ramo de macieira (foto de autor desconhecido). |
![]() Carapaças de machos da escama vírgula (no centro) (foto de C. Bénassy). |
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Os ovos são de formato alongado, cor branca e medem aproximadamente 0,4 mm de comprimento. São postos em média 45 ovos sob a carapaça da fêmea, que morre ao completar a postura (figura abaixo). As ninfas de primeiro estágio são móveis, tem corpo ovalado de cor branco-amarelada, medindo em torno de 0,5 mm de comprimento (figura abaixo). |
![]() Ovos da escama vírgula sob a carapaça da fêmea (foto de H.F.R.I.). |
![]() Ninfas de 1o. ínstar da escama vírgula (foto de H.F.R.I.). |
A ninfa, após a eclosão, desloca-se por debaixo da carapaça da fêmea e passa alguns dias a procura de um lugar no ramo para a fixação. Após fixada, começa a se alimentar e a formar a carapaça. Em aproximadamente duas semanas ocorre a primeira ecdise e a ninfa entra no segundo estágio (figura ao lado). Nesta mudança a ninfa perde as pernas e antenas. |
![]() Ninfas de 2o. ínstar da escama vírgula (foto de H.F.R.I.). |
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A cochonilha incide preferencialmente sobre o tronco e ramos, porém pode
atacar os frutos se estas partes estiverem muito infestadas. As plantas
atacadas ficam debilitadas, com alguns ramos novos secos, podendo sobrevir
a morte da planta em casos extremos. Os frutos atacados ficam deformados
e com a presença de escamas, perdendo assim o valor comercial. Uma característica peculiar do ataque da escama vírgula é a retenção de folhas secas na planta, mesmo durante o inverno. Esta retenção se deve a toxinas injetadas pelo inseto durante a alimentação no verão. |
![]() Maçã deformada pela escama vírgula (foto de H.F.R.I.). |
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Carrilo, L. R.; Cifuentes. C. C.;
Mundaca, B. N. Ciclo estacional de Lepidosaphes ulmi (L.) (Hemiptera:
Diaspididae). Revista Chilena de Entomologia, v.22, p. 5-8, 1995.
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