Cochonilha parda
Parthenolecanium persicae
(Fabricius 1776)
Homoptera:Coccidae

Descrição
Reconhecimento dos danos

Descrição

         As fêmeas completamente desenvolvidas apresentam uma carapaça oval convexa de 7 a 9 mm de comprimento por 3,5 a 4,5 mm de largura, e coloração parda acizentada com estrias escuras no dorso (figura ao lado). Por volta de novembro, a coloração das carapaças se altera para marrom escuro (figura abaixo), estando elas repletas de ovos no seu interior. Cada fêmea oviposita cerca de 2.000 ovos, branco-rosados (figura abaixo), que se assemelham a um pó farinhento. Após finalizar a oviposição, a fêmea morre, porém a carapaça continua a proteger os ovos durante a incubação que dura, conforme as condições ambientais, de 15 a 30 dias.


Agrupamento de cochonilha parda
em ramo de videira. Fêmeas adultas
e ninfas de terceiro instar.

Cochonilha parda em sua coloração marrom café
(foto de autor desconhecido).

Ovos da cochonilha parda
(a carapaça da fêmea foi removida).

         As ninfas de primeiro ínstar são bastante diminutas e de coloração branca translúcida. Dois a três dias após a eclosão, as ninfas fixam-se ao longo das nervuras na face inferior da folha, onde permanecem até meados do outono (figura abaixo). Ainda no verão se transformam em ninfas de segundo instar, as quais se espalham ao longo das brotações do ano (ramos verdes e folhas). Suas carapaças são pequenos discos ovais de 1,4 a 1,6 mm de comprimento e coloração pardo-esverdeada (figura abaixo).
         A cochonilha parda sobrevive ao inverno como ninfa de segundo instar, a qual mantém pernas funcionais, que lhe permite, entre outras ações, migrar das folhas para os ramos novos antes da queda de folhas.

Ninfas de primeiro ínstar da cochonilha parda
(foto de J.K. Clark).

Ninfas hibernantes de segundo ínstar da
cochonilha parda em ramo de videira.

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Reconhecimento dos danos

          A cochonilha parda ocorre quase que exclusivamente sobre as brotações do ano, raramente infestando o lenho velho (ritidoma). Em plantas infestadas as brotações se desenvolvem menos e a produção é menor. Dependendo da intensidade do ataque alguns ramos podem secar. Na ausência de formigas associadas, pode se desenvolver a fumagina sobre as folhas e cachos, depreciando estes últimos comercialmente.
          Existe certa variação na sensibilidade das cultivares à cochonilha parda. Assim, infestações freqüentes são apenas verificadas sobre Couderc 13, Couderc Preta e algumas Seibel.

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Leitura recomendada

ACTA. Contrôles périodiques en verger -pêcher. Paris, ACTA, 1979. 108p.
Gonzales, R.H. Cochuela grande café de la vid Parthenolecanium persicae (Fabricius) (Homoptera, Coccidae), p.51-55. In: Gonzales, R.H. Manejo de plagas de la vid. Santiago, Universidad de Chile, 1983. 115p.
Gonzales, R.H. Cochuela café europea de la vid, Parthenolecanium corni (Bouché), p.55-59. In: Gonzales, R.H. Manejo de plagas de la vid. Santiago, Universidad de Chile, 1983. 115p.
Walker, G.P.; Aitken, D.C.G.; O'Connell, N.V.; Smith, D. Using phenology to time insecticide applications for control of California Red Scale (Homoptera:Diaspididae) on citrus. Journal of Economic Entomology, v.83, p.189-196, 1990.


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