| Broca-das-rosáceas | |
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Scolytus rugulosus (Ratzeburg 1837) |
| Corthylus abbreviatus (Eichhoff 1868) |
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Xyleborus sp. |
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Monarthrum sp. |
| Coleoptera:Scolytidae |
| Sobre
videira podem ocorrer surtos esporádicos de outras brocas da família Scolytidae
e inclusive de outras espécies de brocas nada aparentadas com a broca-das-rosáceas:
a broca dos ramos Paramadarus complexus Casey, 1922 (Coleoptera:
Curculionidae); e a broca do caule Neoterius sp. (Coleoptera:Bostrichidae). As brocas são pequenos besouros de corpo truncado, com tamanho variando de acordo com a espécie, desde 1,0 a 3,0 mm de comprimento e coloração pardo-avermelhada a preta (figuras abaixo). A broca S. rugulosus e as espécies de Xyleborus parecem predominar nos pomares, principalmente no sul do Brasil. |
![]() Broca-das-rosáceas Scolytus rugulosus (foto de J.K. Clark). |
![]() Broca-das-rosáceas Xyleborus sp (foto de R. Isler). |
![]() Larva da broca-das-rosáceas (foto de R. Coutin). |
As
larvas são igualmente pequenas, de coloração branco-amarelada, corpo arqueado,
ápodas e munidas de fortes mandíbulas (figura ao lado). Assemelham-se
a larvas de burrinhos só que de tamanho muito menor. Desenvolvem-se a
partir de ovos depositados nas galerias abertas nos ramos pelas fêmeas
(figura abaixo). A pupa assemelha-se a um adulto sem pigmentação e ocorre
em pequenas câmaras preparadas pelas larvas próximo da casca (figura abaixo).
Existem dois tipos básicos de galerias de broca-das-rosáceas, as subcorticais, que seguem paralelamente à casca, na região do cambio; e as profundas, que são perfuradas perpendiculares à casca em direção ao cerne. |
![]() Ovo da broca-das-rosáceas (foto de J.K. Clark). |
![]() Pupa da broca-das-rosáceas (foto de R. Coutin). |
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Tanto larvas como adultos broqueiam os ramos, abrindo galerias principalmente
na região de divisa entre a casca e o lenho (figura abaixo). Plantas atacadas
apresentam clorose, murcha e queda antecipada de folhas e morte de ramos.
Pode haver exudação de goma ou saída de serragem pelos orifícios de entrada
da broca (figuras abaixo e ao lado). Tem se verificado que as brocas atacam preferencialmente plantas já debilitadas pela ocorrência de doenças, carência nutricional ou outro estresse e plantas em pomares mal cuidados. Boa parte das brocas pertencentes a esta família de besouros, são atraídas por álcoois liberados pela fermentação da madeira, fato este muito comum em plantas fracas ou mal cuidadas. Quando o ataque ocorre em plantas sadias de frutas de caroço, há uma reação de produção de goma (figura ao lado), que acaba tapando os orifícios da broca e matando as larvas. Caso o ataque persista, a morte da planta só ocorre no desenvolvimento da segunda geração estival. |
![]() Exudação de goma resultante do ataque de brocas (foto de J.K. Clark). |
![]() Galerias de broca em ramo de pessegueiro. |
Serragem amarela expelida pela broca durante a escavação das galerias. |
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Bauernfeind, R. Shothole borers.
Manhattan:Kansas State University, 25/02/2000. |