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Nas
últimas três décadas que encerraram o milênio, o mundo testemunhou a explosão
da produtividade dos cultivos agrícolas. O problema da fome parecia estar
sendo equacionado, porém a um custo de degradação ambiental muito elevado.
Vários casos de contaminação, notadamente com pesticidas, advieram de
um uso indiscriminado e abusivo dos insumos químicos. Neste contexto,
o manejo integrado de pragas e mais recentemente a produção integrada
receberam uma nova ênfase, na medida em que se buscou adequar as técnicas
de controle à preservação do ambiente natural e sustentabilidade da agricultura.
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A identificação das pragas ou dos danos diagnosticados é facilitada pela seqüência de passos percorridos em chaves pictórias que conduzem ao encontro do agente ou de sua ação resultante nas partes vegetais atacadas. Supondo-se que o usuário já tenha verificado a campo o agente causal (a praga) ou partes vegetais danificadas (o dano) o acesso às chaves é obtido por: |
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Implementar
um programa de manejo integrado de pragas é estar atento ao que acontece
no pomar. Se o produtor esperar até que uma planta esteja quase morta
ou altamente infestada por uma praga, só lhe restará aplicar um inseticida
ou remover esta planta. Portanto, é preciso antecipar possíveis problemas
antes que ocorram. |
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A
prevenção é um item importante para evitar pragas, que por vezes pode
passar despercebido. |
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Várias
pragas ou seus danos podem parecer similares, principalmente para olhos
não treinados. Da mesma forma, muitos insetos inofensivos ou mesmo benéficos
(insetos predadores
ou parasitóides)
podem ser confundidos com pragas. Por outras vezes, sintomas de doenças
são atribuídos a pragas (e vice-versa), ou então detecta-se o dano quando
o agente que o causou não está mais presente no pomar. |
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Inspeções
regulares e processos sistemáticos de amostragem de insetos ou ácaros
(monitoramento) são importantes para a implementação de um programa de
manejo de pragas. As estratégias de controle mais adequadas a serem adotadas,
dependerão da eficácia em se aferir em que intensidade a praga está por
ocorrer. Sem este conhecimento, o controle de pragas fica limitado ao
emprego de inseticidas. |
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Para diversos insetos ou ácaros prejudiciais aos pomares já existe tecnologia
para se aferir sua ocorrência, para outros porém, ainda não se dispõe de
informações. Nestes casos, o aprendizado dos problemas mais comuns permitirá
saber quando e o que procurar nas plantas durante as inspeções. As amostragens de pragas normalmente são realizadas por contagens padronizadas de indivíduos ou danos em partes da planta ou pelo uso de armadilhas para captura de indivíduos (figura ao lado). O número de exemplares contados será chave para adoção de mediadas de controle. |
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Em
complementação ao esquema de amostragem têm-se os limites de tolerância
a danos. Estes limites normalmente são dados em número de indivíduos da
praga ou de percentual de dano numa parte vegetal, que são suportados
pela planta, sem perdas expressivas na produção. |
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Pouco
adianta querer empregar um programa de manejo de pragas e adotar somente
o controle químico. É preciso ter em mente a integração de diferentes
métodos de controle, para evitar ao máximo as intervenções mais drásticas.
São estas intervenções que desequilibram o ambiente do pomar, propiciando
a ocorrência de problemas mais sérios como a ressurgência de pragas e
o surgimento de raças resistentes entre outros. |
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Belding, R.D. (ed.). New Jersey commercial
tree fruit production guide. New Brunswick:Rutgers, 1999. 145p. |